Sim!
As pessoas que amo irão fazer algo que me decepcione um dia;
irão ironizar com algo que eu não concorde;
vão se atrasar para um encontro importante comigo e desmarcarão outros.
As pessoas que amo falarão alto quando não deverão e chatearão;
pisarão no meu pé e esmigalharão meu calcanhar de Aquiles;
vão gostar de coisas que eu discordo.
As pessoas que amo usarão palavras grossas para falar comigo;
recusarão alguma ajuda um dia e se arrependerão em seguida;
vão se aproveitar da minha inocência em alguma circunstância.
As pessoas que amo ocasionarão meu choro incontido;
falarão dos meus maiores medos como bobagens;
vão partir um dia qualquer para um lugar desconhecido.
As pessoas que amo gostarão de coisas diferentes de mim;
terão outros novos amigos e ficarei com ciúmes;
vão tocar em minhas feridas abertas.
As pessoas que amo serão traidoras em alguma ocasião;
violarão um segredo importante ou constrangedor;
vão me importunar em horas impróprias.
Mas de que valeria essa vida se não fosse assim?!
"Eu queria ser eternamente criança... Para que quando eu caísse, as pessoas ao invés de rirem de mim, me segurassem pelas mãos e me mostrassem que tudo estaria sobre controle..."
quinta-feira, 29 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
minutos das melhores horas
Quando amanheceu restava o cheiro dele em meu corpo todo.
Restavam raspas dos seus dedos sobre meus seios, pelas minhas costas, entre minhas coxas...
Havia a lembrança dos sussurros e dos desejos. Dos risos e do silêncio. Das palavras e da euforia.
Senti na noite anterior o seu tremor idêntico a fé bem como surge nos desesperados,
Ouvi a voz serenizada, ausente e presente em meu ouvido,
Pensei em como são cruéis as horas quando voam,
Tive vontade de desabrochar na madrugada.
Os seus braços me envolveram,
seus lábios não desencostaram dos meus,
suas mãos me tiveram.
E amanheceu um novo dia.
E as sensações ainda estão bem vivas.
Restavam raspas dos seus dedos sobre meus seios, pelas minhas costas, entre minhas coxas...
Havia a lembrança dos sussurros e dos desejos. Dos risos e do silêncio. Das palavras e da euforia.
Senti na noite anterior o seu tremor idêntico a fé bem como surge nos desesperados,
Ouvi a voz serenizada, ausente e presente em meu ouvido,
Pensei em como são cruéis as horas quando voam,
Tive vontade de desabrochar na madrugada.
Os seus braços me envolveram,
seus lábios não desencostaram dos meus,
suas mãos me tiveram.
E amanheceu um novo dia.
E as sensações ainda estão bem vivas.
sobre a noite fotográfica - parte II
Ouvi dizer que você tá bem
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão
Eu chorei sem disfarçar
Quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.
Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.
Mais que a mim - Ana Carolina
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão
Eu chorei sem disfarçar
Quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.
Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.
Mais que a mim - Ana Carolina
sobre a noite fotográfica
Eu não esperava que o amor não tivesse tido fim.
Não queria ter sentido meu coração chorar e minha respiração falhar.
Não queria, naquele momento, um dia ter sentido o calor do seu corpo no meu, sua voz ao meu ouvido, suas mãos por dentro do meu vestido, eu em sua nudez.
Eu não queria ter cruzado meus olhos nos seus, ter me apaixonado, entregado meu amor, ter te dado tanto amor. Ter amado teus filhos, preocupado-me com tua mãe, pensado na sua carreira.
Queria não ter te acolhido nas nossas noites de insonia, nas horas perdidas, nos copos levantados.
Ela tinha um olhar que filmava. Ele que fotografava. Eu que me perdia. Éramos três vivendo partes distintas de uma mesma história.
E foi o pior dos reencontros. A mais cruel dor. O suplicio maior que me causei. O abismo mais raso em que me atirei...
Tive uma febre que parecia não ter mais fim. Mas passou. Tive uma insonia que parecia nunca mais acabar. E acabou. Tive uma solidão bem vazia. Preencheu. Tive uma dor bem dolorida. Curou.
Não queria ter sentido meu coração chorar e minha respiração falhar.
Não queria, naquele momento, um dia ter sentido o calor do seu corpo no meu, sua voz ao meu ouvido, suas mãos por dentro do meu vestido, eu em sua nudez.
Eu não queria ter cruzado meus olhos nos seus, ter me apaixonado, entregado meu amor, ter te dado tanto amor. Ter amado teus filhos, preocupado-me com tua mãe, pensado na sua carreira.
Queria não ter te acolhido nas nossas noites de insonia, nas horas perdidas, nos copos levantados.
Ela tinha um olhar que filmava. Ele que fotografava. Eu que me perdia. Éramos três vivendo partes distintas de uma mesma história.
E foi o pior dos reencontros. A mais cruel dor. O suplicio maior que me causei. O abismo mais raso em que me atirei...
Tive uma febre que parecia não ter mais fim. Mas passou. Tive uma insonia que parecia nunca mais acabar. E acabou. Tive uma solidão bem vazia. Preencheu. Tive uma dor bem dolorida. Curou.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
saudade
E se eu pudesse voltar atrás, seria para dizer da falta que você me faz
Mas que o vento também varre para trás a saudade de quem não volta mais...
Mas que o vento também varre para trás a saudade de quem não volta mais...
Agora
Felizmente meus dias voltaram a ser doces e pueris. As horas mais amigas e o silêncio menos constrangedor. As horas pararam de se arrastarem e agora eu sinto a vida em mim novamente. O amor já não é despedaçado e a saudade uma valsa triste...
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