sábado, 18 de outubro de 2008

.Esta noite.


Esta noite vou pentear meus cabelos bem lentamente antes de dormir...

Vou olhar pro céu e lembrar de contar todas as estrelas.

Vou ler meus diários, minhas agendas, minhas poesias e minhas frustrações.

Vou ouvir as canções que fazem-me lembrar você e cantar em sussurros todas elas.

Vou rasgar minhas cartas antigas e esquecer o que disse o mensageiro dos céus, ou do inferno.

Vou relembrar as palavras que disse-me em loucos momentos e que fizeram-me tão bem.

Vou tentar conter a força que arremeça minhas lágrimas a face.

Esta noite vou dormir bem cedo: antes do sol aparecer, sob a escuridão inóspita...

Vou descalçar meus pés e ficar olhando-os, recordando os passos errados que já percorreram.

Vou ensaiar uma dança funesta sozinha, assim não terei medo de errar a coreagrafia.

Vou riscar um fósforo e o verei consumir-se todo acompanhando minha força.

Vou abrir a geladeira e deixar meu coração lá dentro para resfriar.

Vou caminhar pela casa e apagar todas as luzes.

Vou conferir meus pares de brincos e separá-los por cor e tamanho.

Esta noite vou ver os carros seguirem uma direção qualquer...

Vou desarrumar minhas roupas todas pelo chão e eleger as mais simples para sair.

Vou cortar minhas unhas e pintá-las novamente de vermelho.

Vou escrever poemas como quem morre com caneta cor vermelha.

Vou imaginar o ensaio de amanhã e criar alguma frase para dizer que estou levando a vida.

Vou costurar meu vestido desbotado e abotoar todos os botões das minhas calças.

Vou provar todos os meus perfumes e fazer uma lista de programas para a primavera.

Vou provar batons distintos e maquiar meu rosto feito puta de cabaré.

Esta noite vou perturbar minha alma para que somente esta noite ela deixe de buscar a você...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A noite passada...

Esperei por tanto tempo
Esse tempo agora acabou
Demorou mas fez sentido
Fez sentido que chegou...

Eu pensei
Que não fosse nunca
Mas agora já se foi
Nunca mais parece triste
Triste eu era
Agora passou...

Trocaria a eternidade
Pela noite que chegou!



"Que eu trocaria a eternidade por esta noite!"
Por que está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se pôr
Por que está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for...




Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também...



Vê se ao menos me engole
Não me mastigue assim...



*Traduz meus momentos reais... de hoje!"








quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ela e não eu...

Por que com ela e não comigo?

Ela acredita em Deus, e eu também...
Ela te vê todos os dias, e eu também via...
Ela deve te falar besteiras, e eu também falava...
Eu atendia teu chamado, enganava as horas, contava os minutos, corria se você chamava...
Agora eu vomito inveja! E só.

Em Mim...

Porque eu queria ser Tua,
Só Tua
E de mais ninguém...

Porque eu queria deitar na tua cama,
Só na tua
E na de mais ninguém...

Porque eu queria ter Você,
Só Você
E mais ninguém...

Porque eu queria teu corpo no meu,
Só o teu
E o de mais ninguém...

Porque eu queria teus beijos,
Só os teus
E os de mais ninguém...

Porque eu queria tua pele,
Só a tua
E a de mais ninguém...

Porque eu queria tuas canções,
Só as tuas
E as de mais ninguém...

Porque eu queria teu calor,
Só o teu
E o de mais ninguém...

Porque eu queria te amar,
Só te amar
E a mais ninguém... Mas não dá!





Comer Você


Não esquenta não! Eu não vou comer você!!
...Embora eu tenha uma fome insaciável de ti!


É o Diabo você todo...
Sua voz louca,
Seus passos perdidos,
Sua gana de ganhar,
Seus lábios de fel,
Suas mãos calejadas,
Seu corpo quente,
Sua indecisão corrosiva,
Seus olhos enfeitiçados,
Seus pêlos entrelaçados,
Seus dias de neblina,
Sua ausência lacunar,
Sua solidão confusa,
Suas canções ritmadas,
Seus acordes afinados,
Sua desorientação orientada,
Seus cabelos molhados,
Seus dedos possessos,
Suas feridas desatinadas,
Seus discos furados,
Seus freios gastos,
Seus medos subentendidos,
Suas frases metódicas,
Seus efeitos contrários,
Sua falta que tanto me irrita!



Você lembrará de mim até quando?



segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Eu, Hystérica?!

Existem certas coisas em nossas vidas que perfuram nossa existência como punhais ferozes que estraçalham a carne... Outras coisas vêm serenas como um arco-íris após a insana tempestade que encobrira antes o ardente sol. No entanto, sentimentos que nos permeiam não devem jamais ser comparado a simples e meras coisas que nos acorrem ou passam por nós.
Sentimentos que me foram despertados após assistir “Hysteria”. Um espetáculo tão singelo em artifícios e tão intenso em emoções.
O tal de “sexo frágil” sempre me fez sentir realmente esta fragilidade, qual nunca soube dizer ao certo se me fazia bem ou mal. Não fui de admirar as imensas ladainhas que profetizavam sobre filhos, guerras e purezas... (Sim!, descobri que as mulheres defendem sua leveza de alma!) Entretanto, desvendei que somente a força absoluta nos concede o dom de geradoras,q eu necessitamos alimentar as lacunas existências com a presença de seres que nos acompanharão pelo resto de nossas vidas como verdadeiramente nossos e que perdidas e imersas no mundo de nossas próprias naturezas nos encontramos na mais plena paz de espírito. Então percebo que o “frágil” é na realidade “guerra”! A luta contra si mesma, contra nossos fantasmas visíveis e invisíveis, contra a primavera amarga, contra a solidão da valsa que embalamos no peito, contra a poesia que transformamos em lagrimas; é uma batalha incessante. E somos guerrilheiras protagonistas, guerrilheiras solitárias. Inaderente a frustrações e tragédias.
Pela primeira vez tive vontade de agarrar a mulher que habita em mim com medo estonteante de perdê-la. Não de abraçar um que passasse a minha frente, ou cantar junto a canção que soava ao fundo, ou me entregar felina ao coito... Senti vontade de tocar a imagem que me reflete: a mulher que tem medo, a menina que saracoteia, a garota que mente para sorrir e sorri para tentar viver e não simplesmente existir...
Descobri também que sou prisioneira de mim mesma e como isso é lindo...
Sei que deveria estar lá, em meio a risos e lágrimas, ambos compulsivos, meus olhos verem e meus ouvidos ouvirem... E mais do que isso: meu coração se emocionar e minha alma sentir. Talvez só um espetáculo; para mim uma luz, um caminho...

domingo, 14 de setembro de 2008

Você..."F"


Você, que tanto tempo faz,
Você que eu não conheço mais
Você, que um dia eu amei demais
Você, que ontem me sufocou
De amor e de felicidade
Hoje me sufoca de saudade
Você, que já não diz pra mim
As coisas que preciso ouvir
Você, que até hoje eu não esqueci
Você que, eu tento me enganar
Dizendo que tudo passou
Na realidade, aqui em mim
Você ficou
Você que eu não encontro mais
Os beijos que já não lhe dou
Fui tanto pra você

E hoje nada sou.

Pedaço frágil

A fragilidade...
Ah, como se parece com uma flor de outono...
Ficamos a admirando, observando sua beleza, sua inquietude. No entanto ela logo desfalece, finda, morre.
Não quero ser uma flor de outono, tão pouco firmar-me num precipício de fragilidades mórbidas e moribundas.

- Eu desejei muito que o Cara que perturbou por tanto tempo meu sonho viesse de encontro meu, mas agora cansei. Sabe quando tudo vira um pesadelo, onde você somente se enxerga num labirinto infernal, acorrentado?

Por falar em acorrentada...
- Cansei do Velhote que também me acorrenta a alma. É só eu me sentir fraca que ele domina meus pensamentos. Ai, que desgraça!

- O Guri irritou-me profundamente. Meninos... Nem sempre são só garotos, mas na maioria das vezes são menos que isso! E ele? Não entendo... Pensei que fosse tão parecido comigo. Talvez seja, .

Credo! Isso tem se tornado meu diário "lamurial"! Que infelicidade!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

No palco


TALVEZ HOJE EU NÃO SAIBA QUEM SOU
TÃO POUCO CONHEÇA O MEU VALOR...
E O TEMPO? NUNCA FOI MEU BOM AMIGO...



Depois de glórias, gritos, euforias, cá estou.
Apresentação formidável a de ontem.
Teatro lotado. Revi minha diva do teatro. Ângela Barros continua a mesma estrela repleta.
Saudoso palco. Aplausos. Ritmo desritmado. Adrenalina. Gente.
Acho que o nosso publico atingiu a umas 400 pessoas.
Uma imensa surpresa!
Alguns amigos se fizeram presentes. Outros ausentes.
Mas fique feliz pelos que foram me prestigiar. Muito.



Meu coração puto não assume outra forma.
Esperei que seu dono do momento adentrasse por lá no teatro.
Fizesse minha respiração falhar, meus olhos brilharem...
Mas ele não foi. Tudo bem.


Adormeci pensando naquele outro que reencontrei por estes dias.
Tão imensamente belo, dotado de dons divinos e tal e coisa e coisa e tal.
E quando acordei sorri. Mas também tive vontade de chorar.
Não queria ser tão voluvelmente dispersa.
Mudar tão constantemente de hábitos, lugares e pessoas.
Queria ter a constante constância da tempestade de atormenta minha alma.
Ela é sempre tão presente e quieta.


Quanto ao ultimo cara que fez meu peito arder...
Já não quero mais sonhos, nada - em absoluto!
Que sua vida caminhe em direção ao barco perdido. Só.



"Danço no silêncio, choro no Carnaval.. E quer saber? Demore, sim!"

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Tormentas vãs

Infelizmente sou mega-maníaca-carente que endoidece a cada ausência e a cada solidão lacunar...
Desejo muito que meu Menino venha logo, mas se demorar, e se não vier... Desejo então que meu peito saiba esperar, e só.
Atravanquei meus passos perdidos e o desconhecido não mais me sorriu.
O Cara que antes me consumia pouco me olha e já hoje não vejo mais brilho nos teus olhos pálidos, nem caminho nos teus caminhos confusos. A fala mansa não é mais louca e o timbre da voz não mais me encontra como outrem.
E eu só queria que o milagre que sempre esperei viesse a atingir minhas veias, minhas entranhas, meu ser inteiro...

Ai, peguei-me pensando, visitando o infinito particular daquele que uns invernos atrás levou minha alma para o inferno, ou mesmo trouxe o inferno para minha alma...
Tão homem, viril... Tão covarde, inconstante!

Só quero minha paz de espírito agora, sim?!