quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Caramujo

Porque eu amo em você este silêncio que te esconde de mim...
Que deixam suspensam interrogações que tampouco me importam encontrar respostas.
Que faz bailar indecisas e funestras alegrias e perdões para com minh' alma.

Eu te quero ainda que não te possa ter,
Eu te espero ainda que não venha,
Eu te amo ainda que seja por um dia ou por uma noite inteira...


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Labios compartidos - Maná

Sensualissima!

Amor mío
Si estoy debajo del vaiven de tus piernas
Si estoy hundido en un vaiven de caderas
Es tu es el cielo, es mi cielo

Amor fugado
Me tomas, me dejas, me exprimes y me tiras a un lado
Te vas a otro cielo y regresas como los colibris
Me tienes como un perro a tus pies


Otra ves mi boca insensata
Vuelve a caer en tu piel
Vuelve a mi tu boca y provoca
Vuelvo a caer de tus pechos a tu par de pies

Labios compartidos
Labios divididos mi amor
Yo no puedo compartir tus labios
Y comparto el engaño
Ni comparto mis dias y el dolor
Yo no puedo compartir tus labios
Oh amor, oh amor
Compartido


Amor mutante
Amigos con derecho y sin derecho de tenerte siempre
Y siempre tengo que esperar paciente
El pedazo que me toca de ti
Relampagos de alcohól
Las voces sólas llóran en el sol
Mi boca en llamas torturada
Te desnudas angel hada luego te vas


Otra ves mi boca insensata
Vuelve a caer en tu piel de miel
Vuelve a mi tu boca duele
Vuelvo a caer de tus pechos a tu par de pies

Labios compartidos
Labios divididos mí amor
Yo no puedo compartir tus labios
Que comparto el engaño
Y comparto mís dias
Y el dolor
Ya no puedo compartir tus labios
Que me parta un rayo
Que me entierre el olvido mi amor
Pero no puedo más
Compartir tus labios
Compartir tus besos
Labios compartidos


Te amo con toda mi fe, sin medida
Te amo aún que estes compartida
Tus labios tienen el control


Te amo con toda mi fe, sin medida
Te amo aún que estes compartida
Y sigues tu con el control, control...



.nós.



Veja a imensidão da lua e a distância das estrelas... E sinta a minha saudade e sua ausência.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ir

Por que é tão dificil desistir daquilo que a gente tanto ama? Não estou desistindo de ti, meu amado! Estou gritando: "Voa!" E assim te colocando em liberdade...

Céu X Inferno

Pensei ter o mundo em minhas mãos...
De repente, senti o inferno aos meus pés!

Aos milhares

Mil demônios percorrem meu corpo,
todos eles me faz querer gritar!
Mil santas oram em meus ouvidos,
todas elas quero calar!
Mil deuses perturbam minha noite,
mas não, sozinha não quero estar!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Você.

O AMOR dói.
A SAUDADE dói.
A MORTE dói.
A LÁGRIMA dói.

FICAR dói.
PARTIR dói.

VOCÊ me dói.
Seus BEIJOS, ABRAÇOS e CARINHOS...
Amanhã nunca está junto a mim!

.Sonho.

Se era só um sonho podia ter me deixado dormir um pouco mais...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Hoje, na hora do almoço chorei...
Mas confesso que não sei se foi por cortar a cebola,
ou porque te amo!

A hora íntima - V.M.

UM DIA, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou violão, era "a música em forma de mulher". A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam um mot d'esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos.
0 violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina — viola, violino, bandolim, violoncelo, contrabaixo — o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada, mas sem jactância; relutante em exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e até mulheres-contrabaixo.
Mas como recusam-se a estabelecer aquela íntima relação que o violão oferece; como negam-se a se deixar cantar, preferindo tornar-se objeto de solos ou partes orquestrais; como respondem mal ao contato dos dedos para se deixar vibrar, em benefício de agentes excitantes como arcos e palhetas, serão sempre preteridas, no final, pelas mulheres-violão, que um homem pode, sempre que quer, ter carinhosamente em seus braços e com ela passar horas de maravilhoso isolamento, sem necessidade, seja de tê-la em posições pouco cristãs, como acontece com os violoncelos, seja de estar obrigatoriamente de pé diante delas, como se dá com os contrabaixos.
Mesmo uma mulher-bandolim (vale dizer: um bandolim), se não encontrar um Jacob pela frente, está roubada. Sua voz é por demais estrídula para que se a suporte além de meia hora. E é nisso que a guitarra, ou violão (vale dizer: a mulher-violão), leva todas as vantagens. Nas mãos de um Segovia, de um Barrios, de um Sanz de la Mazza, de um Bonfá, de um Baden Powell, pode brilhar tão bem em sociedade quanto um violino nas mãos de um Oistrakh ou um violoncelo nas mãos de um Casals. Enquanto que aqueles instrumentos dificilmente poderão atingir a pungência ou a bossa peculiares que um violão pode ter, quer tocado canhestramente por um Jayme Ovalle ou um Manuel Bandeira, quer "passado na cara" por um João Gilberto ou mesmo o crioulo Zé-com-Fome, da Favela do Esqueleto.
Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d'amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas... Até na maneira de ser tocado — contra o peito — lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.
Ponha-se num céu alto uma Lua tranqüila. Pede ela um contrabaixo? Nunca! Um violoncelo? Talvez, mas só se por trás dele houvesse um Casals. Um bandolim? Nem por sombra! Um bandolim, com seus tremolos, lhe perturbaria o luminoso êxtase. E o que pede então (direis) uma Lua tranqüila num céu alto? E eu vos responderei; um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e de entender a Lua.