sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

luz*

Eu só queria uma luz....
Mas ganhei um pisca-pisca inteiro!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Antes

Antes que a saudade venha a sufocar minha alma...
Antes que a música nunca mais seja lembrada...
Antes que as mentiras sejam descobertas e o segredo revelado...
Antes que os ruídos venham de rompante...
Antes que as garças comam o que resta de farelo pelo caminho...
Antes que nasça o poente e morra o sol...
Antes que partam os trens sem destino ao meio-dia...
Antes que a chuva molhe meu corpo, minha casa, meu laço...
Antes que a lua apareça no céu brando...
Antes que durmam as crianças todas da cidade...
Antes que ninguém mais converse nas janelas de suas pensões...
Antes que a porta se feche para não mais se abrir...
- Eu vou daqui a ali e já venho!









Os capítulos - parte I

Eis a prova de que quando tudo tem que dar certo... dá errado só para me contrariar!!

1º capítulo: O Envelhecente - Tudo que tinha para dar certo deu errado. O que são dezoito anos antes ou depois? Quando nasci ele já brincava de fazer bebê... E eu aprendia a mamar no seio de minha mãe. A Calvice X A Cabeleira. O encontro abortado. A panqueca congelada. O pub sem músicos. A internet depredada. No palco do Satyros. Na noite vazia. Nas mentiras sinceras que tanto me interessaram.

2º capítulo: O Bebê-Alcool - Pelo menos aprendi a jogar bilhar! Carinha de menininho, mas coração de um leão bruto. Nasceu dois anos antes de mim, no entanto parece que vive anos luz na frente, gosta do rock desengonçado, das bebidas quentes, da fumaça cinza do cigarro e dos palavrões desgovernados. Fui na Virada para vê-lo e não vi. Ia para a faculdade pirua só para passar por ele e este abaixava a cabeça. Cruzei com ele na balada e foi embora pro hospital sem ao menos me ver no maldito show. Eram tardes perdidas no mundo virtual em conversas sem sentido para acabar um dia no metrô com um "Não vai rolar!!". E ele trancou a matricula neste ano.

3º capítulo: O Vizinho - Depois de cinco longos anos correndo descalça e descabelada pela rua, descobri um amor! Ele estava ao meu lado todos os dias. Viu-me criar peitos e crescer etapas na vida. Catorze anos luz na frente para ele o faz sentir-se ainda um garotinho e tem vergonha de contar que a idade avançou depressa (ou não!). O Sorriso Dourado, transformou-se no Maracujá Enrugado! As longas conversas de dia e de noite, o trabalho abandonado só para passar mais tempo perto dele, nada fez sentido. A ido ao teatro, ao invés do pancadão era o tudo ou nada. E deu em nada. O cd com músicas cultis fez recuar mais ainda. Ainda sonho com ele e quero defendê-lo. Ele me olha, mas a vida tem caminhos diferentes hoje.

4º capítulo: O Italiano - Vindo de Pernambuco, nos encontros noturnos em Lotação nos aproximamos.Este era onze aninhos só, e eu podia acreditar que eram quase despercebidos. Combinamos a vida descobrir e em nada levou. Professores ambos. Amantes de arte. Ele músico, eu atriz. Um amando o que o outro fazia. No cancelamento de tudo que marcávamos, nunca mais deu notícias. Nem o vi. Nem apareceu de relance. Nem respondeu o meu chamado. Só mais um maluco. Amou minhas poesias.


Aguardem os próximos capítulos...

Novidade


Penso que tudo está se encaixando no devido lugar... Mentira!
O ano começa e eu faço vários votos que consigo cumprir... Mentira!
Deixo de dormir tarde e passo a acordar cedo... Mentira!
Amanhece e ouço no rádio um pancadão para animar... Mentira!
Prometo não me apegar a gente nova e... Mentira!

As músicas velhas e tristes continuam a soar na vitrola. Os livros empoeirados são movidos na estante capenga. Os vinis estão embolorados junto a pilha de roupas sujas que a preguiça não permitiu lavar no canto do quarto abandonado de paixão. Os risos noturnos fugiram pela fresta aberta que sobressaiu.

Tenho cantado mais e menos. Lido menos. Bebido menos e mais. Andado mais de noite. Interagido com um numero razoável de pessoas que me agradam. Quase ninguém me agrada mais. Dormido bastante. Chorado pouco. Tido mínimos picos de bom humor. Ido pouco a parques. Nada de beijos na boca de verdade. Abraço muito. Achado que o mundo é perfeito sempre. Imperfeição deflora mais ainda e gosto mais dela. Nenhuma poesia nos últimos tempos. Passado pouco tempo com meus amados de casa. Comido poucas e muitas pessoas. Conhecido muitas e bastantes músicas. Visto poucos peças de teatro. Assistido muitos e poucos filmes. Andado bastante sozinha. Sentido muito e pouco a chuva no corpo.

Cai meu corpo nu na beira da calçada porque em fevereiro é carnaval!




terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Agora

Eis que está tudo tão colorido e bem...
Vou daqui a ali, e se me sobrar fôlego conto!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Desta vez

E desta vez eu só queria que mais um não tivesse medo de andar pela chuva sem se resfriar. De rolar na grama sem pensar se depois irá ficar se coçando. Queria que ele não olhasse toda vez se os sapatos estão engraxados igualmente e nem se o guarda-chuva está dentro do carro. Gostaria que ele corresse nu pelo menos uma vez na vida numa rua deserta, que fosse na praia, pela noite. Poderia me olhar nos olhos sem me testar, sem querer saber onde esta a verdade, cadê a mentira. Ao menos uma vez queria que sorrisse sem ter receios de estar se escrachando ou não e vibrando com a alma, simples e grande. Que não se preocupasse em ser gente crescida ou criança grande... Fosse humano e bastasse.
Mas parece tão impossível!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Efemeridade

De repente tudo muda...
Os velhos amigos já não brindam conosco,
As velhas palavras já não são usadas,
O velho diário é esquecido,
As velhas festas são apagadas...
Novos sonhos são sonhados,
Novas conquistas planejadas,
Novas vitórias idealizadas,
Novos desejos são desejados...
As promessas o vento leva,
As pedras são arremessadas,
O orvalho renovado,
A brisa da manhã continua a nos saudar!
E a velha canção que ao longe ouvi
Esta soando num ritmo diferente...
Há uma mistura de tango e jazz a me embalar!
A vivacidade minha compara-se a uma ave de rapina
O que há em mim me basta
E um novo tempo começa agora!
Aqui o pensamento rápido resulta em superficialidade,
Mas não pereço mais encadeada em duvidas de outrem
E o coração instável continua a bater forte!
Numa frequência diferente o semblante torna-se equalizado
Enquanto não resta nenhum vazio a ser ecoado.
O sol da manhã agrada tanto quanto o sereno luar da noite!
E quantas vezes não preferi mais a um que ao outro?
Quantas pessoas enganei ter amado?
Quantas promessas de amor me juraram?
E hoje nada mais disso faz sentido...
Está tudo guardado num baú chamado coração!
A efemeridade, minha inércia não se movem, não trabalham
Vilipendio, incompreendo e descarto
Tudo aquilo que me foi mal certa vez.

Renasço das cinzas
Para mais tarde morrer como fênix!
Viver tornou-se realmente a coisa mais rara
Enfezo-me ao ver a maioria das pessoas apenas existindo...

Descobri novos caminhos,
Vi novos horizontes,
Li novos livros da alma,
Visitei novos lugares,
Convivi com novas pessoas,
Ri de outras ironias,
Vivi novos amores,
Amei novos destinos,
E me apaixonei!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Afinidade ♥♥


Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira.
Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve.
Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia.
Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetida diversas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo.
A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos.
Estou vivendo isso!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Bailarina e o Soldado de Chumbo ♪♪♪

É... Acho que é Ele...

"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você..."

Chegou assim tão sorrateiro, como quem nada queria, como quem nada fosse de mim levar...

"O milagre que esperei nunca me aconteceu, quem sabe só você pra trazer o que já é meu?!"

E descobri a gentileza, a cordialidade, o homem, o humano...

"Que agora acompanha teu dia e pra minha poesia é o ponto final
É o ponto em que recomeço, recanto e despeço da magia que balança o mundo
Bailarina, soldado de chumbo..."

As noites passaram a ter mais graça, as férias mais cor, as palavras mais humor, os pensamentos mais viagens perdidas...

"Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar!"

E foi assim... e me confundiu assim... e me encantou assim!

meninO do balaio, que é que me aconteceu
Cê aparece sem pressa, e depressa leva o que é meu
Na boca um beijo e no abraço
Meu braço, não sei qual é
A gente se misturando, feito leite e café
Que faço em quanto cê sonha,
Enquanto volta do céu
Cê que veio de santO pra trazer o que é meu
Traga toda a tua prenda, traga tudo que for
Que eu trago a poesia, pra esconder nossa dor
Traga toda a tua lenda, traga o teu cobertor
Que eu trago a poesia, pra cantar nosso amor!"



segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O principe

Talvez o principe não venha montado num cavalo branco,
nem seja loirinho dos olhos clarinhos...

Mas desta vez prometerei amá-lo com menos medo!