quinta-feira, 23 de junho de 2011

L. Mecânica

É muito justo ser justo. E é bonito ser bom. Há uma linha tênue e poética que divide opiniões, classificando as pessoas em boas ou más. E é nosso próprio bom e justo Deus que nos cria assim: Bons e Maus. Somos tecidos por fios de hostilidade e pensamento que em cada categoria se manifesta de uma forma. Está dentro de cada homem a consequência de seus atos: sim, tanto vocês, como aquele que vos fala espera pelos outros. Vocês podem esperar que as pessoas tenham piedade de vossas dores, enquanto eu espero que elas sintam dor pela minha falta de piedade, até comigo mesmo. Há quem seja dignamente bom diante do mundo pelo fato de um dia ter oferecido um copo de água a um funcionário de limpeza pública, ter doado as roupas que já não lhe serviam mais, por participar com o silêncio de conscentimento em reuniões religiosas, por ter piedade daqueles que tem menos que ele, por acreditar que todas as conquistas estão em poder do divino Deus. Agem por dó de si mesmos e estão vivos e isso lhes é um suplicio. Se posso acreditar que tenho uma alma, não faço questão de salvá-la. Quem se salva sabe para onde vai e o que faz é traçar um caminho para chegar até lá. E os que não estão entre os que se salvam, os que não irão se redimir das culpas que não carregam, é possível saber qual será o seu destino? Esse mistério fraganciado pelo ar é o que me estimula. Gosto do desconhecido e do que não é eterno. Nem sempre eu sei o que quero para mim, mas quando quero, eu tenho. Eu não quero ser só mais uma massa sovada de pão. Não faço questão de ser parte dos bons...

Contraditória, não?!

Odeio ter que adivinhar meias palavras;
Amo o silêncio.
Odeio beijos sem abraços;
Amo mãos quentes.
Odeio ter pressa;
Amo ver o tempo passar.
Odeio ser ansiosa, sistemática e desorganizada;


Amo ser sutil, imprevisível e ter a cabeça na lua.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ir...

As vezes a gente se sente a beira do precipício.



Dai um vento que venta forte e vem do lado Norte nos impulsiona a sair do chão. E voar pelos mais altos ares, os mais distantes céus, sobre os mais lindos vilarejos, os mais limpidos rios...
E descubro as minhas asas, a minha sorte, a outra direção!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mais

Vontade de ser muito maior do que sou,
muito mais forte,
muito mais honesta com minhas vontades,
muito mais do que desliza pelos meus dedos frouxos.

Vida

Ele me pediu para viver... Eu só não quis porque era sem ele!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Para transar ouvindo...

1- Lábios Compartidos - Maná
2- Alucinado - Ticiano Fierro
3- Love Conquest All - Deep Purple
4- Baby Came Back - Player
5- Rush, Rush - Paula Abdul
6- Angel - Sarah McLachlan
7- Don't Wanna Miss a Thing - Aerosmith
8- You Can Leave Your Hat On - Joe Cocker
9- Spanish Guitar - Tony Braxton
10- Still Loving You - Scorpions

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O meu amor - Chico

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada

E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa, ai
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cárcel.

A minha alma está engarrafada numa nuvem de fumaça negra... É pesada e densa. A estadia na prisão encarcera meu espírito, enquanto o mundo prende o meu corpo.

Enquanto tinha nas mãos o Livro Sagrado, meus olhos percorriam a história do velho Jesus em sua dolorosa tortura. Sem perceber, meus lábios sorriam quando lia e fixava imagens em minha cabeça sobre o flagelo, a coroa de espinhos, a cruz e aquele caos todo. Eu sou o seu flagelo, a sua dor profunda, o pedaço de carvão que jamais será um diamante em sua coroa real. Meu corpo pesa de braços abertos, feito a cruz que teve que carregar em suas costas. Sou o espinho que perfurou o seu olho e o fez perder a visão do homem. E mais do que isso, me imagino como quem chefiava a pregação na cruz, quem conduzia o açoitamento daquele Cristo. E estava ali o meu gozo humano. Pensar no divino, me tira daqui... Desta condição de simples mundano. Jesus neste momento pode ser minha salvação, minha redenção. Eu sinto como se Ele, de fato, me deva algo que precisa ser compensado.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ah.!

Por acaso você tem estado ao lado de alguém,

que a cada dia que amanhece
vê-se no milagre
de sentir-se mais enlouquecido, amante, apaixonado?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Lado B

Eu sinto um cansaço imenso por ter que pertencer a algo o tempo todo... Pertence a essa hostilidade que sustenta as boas relações entre os seres humanos. Pertencer a algum lugar, a alguma religião, a alguma pessoa. Quero ser contrariado, andar do outro lado da rua, usar as roupas do avesso, ir pela contramão. E já que sou obrigado a pertencer que seja ao meu riso ou ao meu choro quando eu tiver vontade, que seja a minha efusão ou ao meu desinibido silêncio... e daí, se pela noite eu quiser enlouquecer? São com meus pés e não com seu dinheiro!