O amor é simples.
Uma música numa fita cassete. Um laço de cetim. Uma almofada que abraça.
A fruta que amadurece na árvore. O sorriso por entre lágrimas. A espera insistente de todas as noites. A janela aberta que sauda o sol quando chega pela manhã. O guarda chuva descangalhada que protege do temporal.
É uma página inteira do diário. Um calendário de dias azuis. É uma casca de feijão no dente da gente. É um mês sem feriado. Um filme em que chorou....
"Eu queria ser eternamente criança... Para que quando eu caísse, as pessoas ao invés de rirem de mim, me segurassem pelas mãos e me mostrassem que tudo estaria sobre controle..."
quinta-feira, 8 de março de 2012
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
TEMPO
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Esse que passa e faz maior minha agonia...
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Esse que passa e faz maior minha agonia...
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Ficou lá.
Eu andava desprevinida, sem medos, sem ganancias, sem exageros.
Eu gostava do cheiro de roupa limpa, perfumes importados, embalagens recicladas.
Eu usava vestidos curtos, badulaques, maquiagens nos olhos.
Eu dizia ironias, desfilava alegorias, reinventada minha cara lavada todos os dias.
Eu tinha anseios, loucuras e paixões novas a cada fim de dia.
Era tudo muito bom.
Mas eu tenho recheio mesmo, é agora.
Eu gostava do cheiro de roupa limpa, perfumes importados, embalagens recicladas.
Eu usava vestidos curtos, badulaques, maquiagens nos olhos.
Eu dizia ironias, desfilava alegorias, reinventada minha cara lavada todos os dias.
Eu tinha anseios, loucuras e paixões novas a cada fim de dia.
Era tudo muito bom.
Mas eu tenho recheio mesmo, é agora.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Humo
"Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair..."
♪
Nessas horas dá vontade de sair para a varanda, acender um cigarro e engolir a fumaça...
É tão triste quando o amor perde a paixão, quando o 2 vira 1 e 1/2, quando tomar banho gelado no verão não é mais prazeroso, quando a mão quente deixa de atravessar o vestido.
sábado, 2 de julho de 2011
Dom Quixote - Engenheiros
Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça
Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.
Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.
Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça
Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.
Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.
Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas
quinta-feira, 23 de junho de 2011
L. Mecânica
É muito justo ser justo. E é bonito ser bom. Há uma linha tênue e poética que divide opiniões, classificando as pessoas em boas ou más. E é nosso próprio bom e justo Deus que nos cria assim: Bons e Maus. Somos tecidos por fios de hostilidade e pensamento que em cada categoria se manifesta de uma forma. Está dentro de cada homem a consequência de seus atos: sim, tanto vocês, como aquele que vos fala espera pelos outros. Vocês podem esperar que as pessoas tenham piedade de vossas dores, enquanto eu espero que elas sintam dor pela minha falta de piedade, até comigo mesmo. Há quem seja dignamente bom diante do mundo pelo fato de um dia ter oferecido um copo de água a um funcionário de limpeza pública, ter doado as roupas que já não lhe serviam mais, por participar com o silêncio de conscentimento em reuniões religiosas, por ter piedade daqueles que tem menos que ele, por acreditar que todas as conquistas estão em poder do divino Deus. Agem por dó de si mesmos e estão vivos e isso lhes é um suplicio. Se posso acreditar que tenho uma alma, não faço questão de salvá-la. Quem se salva sabe para onde vai e o que faz é traçar um caminho para chegar até lá. E os que não estão entre os que se salvam, os que não irão se redimir das culpas que não carregam, é possível saber qual será o seu destino? Esse mistério fraganciado pelo ar é o que me estimula. Gosto do desconhecido e do que não é eterno. Nem sempre eu sei o que quero para mim, mas quando quero, eu tenho. Eu não quero ser só mais uma massa sovada de pão. Não faço questão de ser parte dos bons...
Contraditória, não?!
Odeio ter que adivinhar meias palavras;
Amo o silêncio.
Odeio beijos sem abraços;
Amo mãos quentes.
Odeio ter pressa;
Amo ver o tempo passar.
Odeio ser ansiosa, sistemática e desorganizada;
Amo ser sutil, imprevisível e ter a cabeça na lua.
Amo o silêncio.
Odeio beijos sem abraços;
Amo mãos quentes.
Odeio ter pressa;
Amo ver o tempo passar.
Odeio ser ansiosa, sistemática e desorganizada;
Amo ser sutil, imprevisível e ter a cabeça na lua.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Ir...
As vezes a gente se sente a beira do precipício.
Dai um vento que venta forte e vem do lado Norte nos impulsiona a sair do chão. E voar pelos mais altos ares, os mais distantes céus, sobre os mais lindos vilarejos, os mais limpidos rios...
E descubro as minhas asas, a minha sorte, a outra direção!
Dai um vento que venta forte e vem do lado Norte nos impulsiona a sair do chão. E voar pelos mais altos ares, os mais distantes céus, sobre os mais lindos vilarejos, os mais limpidos rios...
E descubro as minhas asas, a minha sorte, a outra direção!
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