Como ondas que vêm e vão, surge e se camufla a agonia existente no meu peito que por vezes sangra, por outras se satisfaz com mediocridades que o completa.
Há situações bizarras, abraços quentes, palavras ensaiadas, ânsia, indecisões e tudo isso misto a um frio que urge na barriga e me faz ter vontade de ficar.
Vontade de ficar e de pertencer também... Pertencer ao colo que me é chamativo, convidativo e que se recata de repente... se esconde e brinca de aparecer de vez em quando.
E o tempo passa devagar e em outros momentos são as mesmas ondas que arrastam-nos para longe um do outro, e fica o espaço lacunar... E as lacunas parecem crescer. Daí ficam as incógnitas e os "ses". Eu fico batendo a porta da suas entranhas pedindo para entrar e você cerra as portas e finge não olhar para trás.
Não quero que me impeças de naufragar, afinal o barco é meu, mas que me dê a mão e se arrisque a conhecer o mundo que pertence a mim. E me ponha a conhecer o seu.
Não me importa seus medos, suas palavras ásperas, seus desgostos, suas neuras... Importa-me o gosto dos seus lábios, o calor das suas mãos, a sinceridade do seu olhar.
Não ligo para seus atrasos, seus deslizes, sua frieza momentânea, seus gestos indecisos... Quero seu toque, sua voz a me perseguir, seu cheiro em minha roupa, seus pêlos em mim...
Não me incomoda a distância de nossas moradas, mas sim a demora da sua vinda.
Só dizer se quer vir adentrar em mim de verdade desta vez...
Hein?!
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