sábado, 23 de agosto de 2008

Ontem à noite...

Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ele apareceu, parecia tão sozinho
Parecia que era minha aquela solidão
Ontem à noite, eu conheci um guri que eu já conhecia
de outros carnavais com outras fantasias
Ele apareceu, parecia tão sozinho
Parecia que era minha aquela solidão
No início era um precipício um corpo que caía
Depois virou um vício
Foi tão difícil acordar no outro dia
Ele apareceu, parecia tão sozinho
Parecia que era minha aquela solidão.
"Eu queria o cinza do céu noturno bem baixinho... Pertinho do meu nariz para que eu sentisse seu cheiro de tão longe que viria sobre uma brisa fresca!...
Não importa aonde vou chegar, basta que esteja você comigo e caminharemos lado a lado... Falando das besteiras da vida, do principio do precipício, do calor constante, dos medos e do temor das mãos suadas. E que sussurre algo banal no meu ouvido somente para me causar riso e depois corra na noite vazia por entre meu universo colorido e repleto de rosas místicas e jasmims cítricos."
Eu preparo meu corpo nu para pertencer ao teu, meus lábios para beijarem teus lábios, minhas mãos para percorrerem teu peito, meu céu para tua estrela brilhar, meu canto para tua voz conjugar, meus passos para teu destino cruzar, meu pescoço para sua boca percorrer, minha alma para teu espírito adentrar...
Agora que as horas passem depressa e que o silêncio pare de gritar conosco. Que a musica tocada no cabaré se extinga e rode na vitrola a bossa que ensaiamos outrem. O meu cabelo enrolará no teu leito e tuas mãos prensarão minha vida. Enfim Alfa e Ómega se encontrarão...
"O vento está me soprando ao precipício... Leva-me para ti?"

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