Eu estava ali...
Sentada com os pés cruzados, ouvindo casos da vida sempre tão perdida, aguardando de braços abertos o momento do vento soprar forte uma rajada e eu pular em direção ao precípicio...
Você chegou com riso nos lábios e ternura no coração. Olhou em meus olhos e penetrou-me uma alegria imensa que fez vibrar todo o meu ser. Abraçou-me em seu colo de paz e como eu quis que ficasse ali até perdermos a noção das horas...
Queria que prendesse meu corpo junto ao teu e não soltasse mais. Que dissesse meias palavras loucas e embebedecesse minha boca na tua boca. E segurasse nas minhas mãos e não soltasse mais. Guiasse meus pensamentos, meus desejos e tornasse gêmea a minha vontade. E tudo mais que há de perfeito no instante que nossas vidas se cruzam.
Gosto tanto dessa sua atmosfra perdida e vaga. Desta neblina que você envolve meu espírito. Deste cheiro de jasmim que fica preso em nosso ar. Destes teus olhos quase tímidos que me aprissionam tão facilmente.
Ei, venha de verdade! E venha depressa!
Venha, pois o meu peito está gelando e aquele outro Cortês pode chegar primeiro.
Eu tenho medo. Medo de mim mesma, crê?
Mas te quero tanto, tanto, tanto...
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