"Eu queria ser eternamente criança... Para que quando eu caísse, as pessoas ao invés de rirem de mim, me segurassem pelas mãos e me mostrassem que tudo estaria sobre controle..."
sexta-feira, 26 de junho de 2009
.Não.
Não entendo como consigo sorrir tantas vezes com um gosto amargo na boca e um suor desconhecido em meu rosto...
Não acredito que você nunca fechou a porta qual jamais entendeu ter aberto um dia, sem receio nem mesmo medo de errar...
Não entendo esta minha falta de medo de ter um desconhecido de longas datas ao meu lado e o desejo que sinto de tê-lo ao lado do meu leito e dormir ao meu lado e acordar no dia seguinte e tocá-lo e ele me tocar...
Não sei quantas vezes eu disse adeus e recuei retornando meus pensamentos e trazendo-os novamente ao teus pés...
Não acredito em todas as vezes que quis me prender ao teu caminhar pausado e agarrar-me em teus pêlos...
Não aceito meus medos, nem mesmo os teus, não quero nosso anseio e nem mesmo nosso desgosto...
Não quero hoje e nem mais um dia não querer você, não querer nossa loucura vã que corre o mundo de mãos dadas...
Não desejo beijos eternos que não partam dos teus lábios, nem abraços infinitos que não são teus enlaços...
Não quero rubi, nem açúcar mascavo, nem o céu, nem as estrelas, nem minhas unhas vermelhas se não tiver aqui o teu perfume que desconheço...
Não rirei meu riso bobo, nem farei mais minha cara de assustada quando te reencontrar se por caminhos inexatos teus passos continuarem a vagar...
Não continuarei meus versos, nem prosas e menos ainda escreverei poesias enquanto não beber teu liquido sadio e vital que reacenderá a minha alma e me trará o amor eterno que rogam minha veias para continuarem a latejar e pulsar!
Ele... de novo!
Amo mesmo.
E ter te visto assim, desprevenido ambos, abertos para um abraço qualquer do espaço e das esperanças saudosas, deixou estas marcas acesas dentro de mim.
Sonho contigo, mesmo sem querer!
domingo, 14 de junho de 2009
Casais para se inspirar no inverno!
Edward Lewis e Vivian Ward -Uma Linda Mulher
Bridget Jones e Daniel Cleaver - O Diario de Bridget Jones
Sam Wheat e Molly Jensen - Ghost - Do Outro Lado da Vida
Catherine tramell e Nick Curran -Instinto Selvagem
Shrek e Fiona - Shrek
Jack Dawson e Rose DeWitt Bukater -Titanic
Ian e Samantha - Antes que Termine o Dia
Danny Zuko e Sandy - Grease -Nos Tempos da Brilhantina
Anjo e a Cirurgiã - Cidade dos Anjos
Juliane e Michael - O Casamento do Meu Melhor Amigo
Joel e Clementine - Brilho Eterno de Uma mente Sem Lembranças
David Abbott e Elizabeth - E Se Fosse Verdade
Anna e William Tacker - Um Lugar Chamado Nothing Hill
Jamie e Landon - Um Amor Pra Recordar
Jenna Rink e Matt Flamhaff - De repente 30
Gerry e Holly Kennedy - P.S. Eu Te Amo
Henry Roth e Lucy Whitmore - Como se Fosse a Primeira Vez
Rachel Marron e Frank Farmer - O Guarda Costas
Will Kane e Charlotte Fielding - Outono em Nova York
Daisy e Benjamin - O Curioso Caso de Benjamin Button
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Soneto de Separação
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Moraes
Ciclos

Os 18 anos foi o tempo das gargalhadas mais divertidas
Com 18 conheci gentes muito malucas
Foi aos 18 anos que visitei os bares que me armazenaram
Nos 18 criei os segredos mais íntimos e indiscretos
Aos 18 tive as melhores noites e as mais intensas madrugadas
Vivi com 18 as paixões mais perpétuas
O abraço de adeus na estação de trem foi aos 18 anos
Fui santa, mulher, ousada e sem nível aos 18
Com os 18 anos gostei de novas musicas, novas roupas, novos sapatos
Recriei sonhos e destruí planos antigos aos 18
Nos 18 anos brinquei no balanço e andei (muito) de saltos altos
Foi nos 18 que vivi momentos grandiosos, com grandes amigos...
E são destes 18 que partem rumo aos 19,
Onde cada momento foi único,
Cada emoção é ímpar,
Que me despeço dentro de poucos dias...
Nem me lembro que foi diferente
e me falta o rumo.
Creio estar alimentada de esperança,
porém me falta aquele ar vital.
Acredito no tempo,
e as horas... estas são tão traiçoeiras!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
.Amigos.
-Quem tem amigos na vida,
Tem sorte!
...Porque na fraqueza te faz ser bem mais forte!
Gi, Má e Sil... tem sido peças fundamentais no meu guarda-roupas da alma.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Despedida

A gente nunca sabe a hora de dizer adeus... E daí, às vezes, parecemos uma multidão de árvores velhas balançando seus galhos como se acenassem tchau.
E quando partimos somos bondes impiedosos que carregam dentro um sorriso choroso e deixa na estação uma lágrima bailarina.
Quando partem e ficamos, nos sentimos as mesmas árvores velhas que não se movem do solo, apenas se deixam balançar pelas hastes.
Ir quando se ama é levar o navio arrastando a ancora pelo oceano, as correntes só pesando.
Partir na solidão é embarcar no trem um passageiro e duas bagagens. Um aceno e dois lenços balançando no ar.
Como o céu ou o inferno que encontra o ateu na hora da suplica, é a morada que guarda as emoções do adeus final...
Paixão
É dormir e acordar
Todos os dias
Apaixonado pela mesma pessoa!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Ausência

Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Moraes