O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa, ai
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
"Eu queria ser eternamente criança... Para que quando eu caísse, as pessoas ao invés de rirem de mim, me segurassem pelas mãos e me mostrassem que tudo estaria sobre controle..."
domingo, 6 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Cárcel.
A minha alma está engarrafada numa nuvem de fumaça negra... É pesada e densa. A estadia na prisão encarcera meu espírito, enquanto o mundo prende o meu corpo.
Enquanto tinha nas mãos o Livro Sagrado, meus olhos percorriam a história do velho Jesus em sua dolorosa tortura. Sem perceber, meus lábios sorriam quando lia e fixava imagens em minha cabeça sobre o flagelo, a coroa de espinhos, a cruz e aquele caos todo. Eu sou o seu flagelo, a sua dor profunda, o pedaço de carvão que jamais será um diamante em sua coroa real. Meu corpo pesa de braços abertos, feito a cruz que teve que carregar em suas costas. Sou o espinho que perfurou o seu olho e o fez perder a visão do homem. E mais do que isso, me imagino como quem chefiava a pregação na cruz, quem conduzia o açoitamento daquele Cristo. E estava ali o meu gozo humano. Pensar no divino, me tira daqui... Desta condição de simples mundano. Jesus neste momento pode ser minha salvação, minha redenção. Eu sinto como se Ele, de fato, me deva algo que precisa ser compensado.
Enquanto tinha nas mãos o Livro Sagrado, meus olhos percorriam a história do velho Jesus em sua dolorosa tortura. Sem perceber, meus lábios sorriam quando lia e fixava imagens em minha cabeça sobre o flagelo, a coroa de espinhos, a cruz e aquele caos todo. Eu sou o seu flagelo, a sua dor profunda, o pedaço de carvão que jamais será um diamante em sua coroa real. Meu corpo pesa de braços abertos, feito a cruz que teve que carregar em suas costas. Sou o espinho que perfurou o seu olho e o fez perder a visão do homem. E mais do que isso, me imagino como quem chefiava a pregação na cruz, quem conduzia o açoitamento daquele Cristo. E estava ali o meu gozo humano. Pensar no divino, me tira daqui... Desta condição de simples mundano. Jesus neste momento pode ser minha salvação, minha redenção. Eu sinto como se Ele, de fato, me deva algo que precisa ser compensado.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Ah.!
Por acaso você tem estado ao lado de alguém,
que a cada dia que amanhece
vê-se no milagre
de sentir-se mais enlouquecido, amante, apaixonado?
que a cada dia que amanhece
vê-se no milagre
de sentir-se mais enlouquecido, amante, apaixonado?
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Lado B
Eu sinto um cansaço imenso por ter que pertencer a algo o tempo todo... Pertence a essa hostilidade que sustenta as boas relações entre os seres humanos. Pertencer a algum lugar, a alguma religião, a alguma pessoa. Quero ser contrariado, andar do outro lado da rua, usar as roupas do avesso, ir pela contramão. E já que sou obrigado a pertencer que seja ao meu riso ou ao meu choro quando eu tiver vontade, que seja a minha efusão ou ao meu desinibido silêncio... e daí, se pela noite eu quiser enlouquecer? São com meus pés e não com seu dinheiro!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Te mando un beso...
com gosto de frutillas vermelhinhas,
com a puerilidade das chiquitas que pulam corda na rua,
com a grandeza de um muchacho,
com o desejo de uma isla...
Te mando un, dos, tres.
com a puerilidade das chiquitas que pulam corda na rua,
com a grandeza de um muchacho,
com o desejo de uma isla...
Te mando un, dos, tres.
Veloz
Se me sobrar fôlego, eu conto.
Mas para isso precisarão restar palavras!
Se me tomarem pelo caminho, digo.
Porém vou atrás se o bonde partir!
Se me faltar ar, eu paro.
No entanto, se as lágrimas quiserem, irão rolar!
E eu vou perguntar dele pelas avenidas, publicar seu nome na fachada de minha casa e revirar o lixo dos subúrbios.
Mas para isso precisarão restar palavras!
Se me tomarem pelo caminho, digo.
Porém vou atrás se o bonde partir!
Se me faltar ar, eu paro.
No entanto, se as lágrimas quiserem, irão rolar!
E eu vou perguntar dele pelas avenidas, publicar seu nome na fachada de minha casa e revirar o lixo dos subúrbios.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Permita-me.
Deixa sua mão entrar por dentro do meu vestido. Deixa seu olhar perfurar meu íntimo segredo. Deixa sua boca sentir o gosto da pele sedenta. Deixa o corpo vibrar na sintonia do vai-e-vem. Deixa sua respiração ofegar. Deixa seus sentidos tremerem. Deixa seus pulmões respirarem o cheiro de gente despida no ar. Deixa o ar faltar uns segundos. Deixa suas pernas não aguentarem mais. Deixa seu sexo no meu sexo.
Deixa um recado na cabeceira, antes de você partir, desejando-me Bom-Dia!
Deixa um recado na cabeceira, antes de você partir, desejando-me Bom-Dia!
domingo, 2 de janeiro de 2011
Fragâncias
Os bons ventos anunciam nova paixão.
Homem. Macho moderno. Adepto de modos de jovens. Tipo tradicional. Gentil, daqueles que abre a porta do carro para a moça entrar. Bom gosto musical. Leva jeito para entender de bons filmes. Lê por hobby. Conversa com a fêmea sem defesa. Fala de amor, sexo e amizade. E tem um cheiro que entorpece o ar.
Homem. Macho moderno. Adepto de modos de jovens. Tipo tradicional. Gentil, daqueles que abre a porta do carro para a moça entrar. Bom gosto musical. Leva jeito para entender de bons filmes. Lê por hobby. Conversa com a fêmea sem defesa. Fala de amor, sexo e amizade. E tem um cheiro que entorpece o ar.
Bem-querer
Ele apareceu assim sorrateiro, como se nada quisesse e levou de mim o maior bem querer que há em meu coração!
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