quarta-feira, 31 de março de 2010

Traz-me nostalgia!

Ele tem esse jeito de quem vive despreocupado com os dias, que não passa muito tempo contando as horas, que esquece de tirar os sapatos para tomar banho, que não liga muito se a comida está fria. Mas tem medo de água gelada, reclama de dores nas costas, não se molha na chuva, fica doente uma vez por mês e não foge de hospital.
Ele tem cara de quem transa de meias, diz bandalheiras controvertidas no ouvido, não entende poemas sensuais, mas sabe fazer poesias abstratas. Tem poucos cabelos, uma barriguinha, um ôculos engraçado, mãos calejados e uma lingua que sabe usar no lugar certo, no momento exato.
Eu gosto de suas abstrações, de sua voz mole, seu timbre rouco, seu olhar louco. Gosto também das suas roupas despojadas, do seu carisma, do seu carro mal cuidado, da sujeira que faz, das fotos que tira.
As vezes eu penso pouco nele. Muitas vezes eu penso muitissimo. Até sinto o cheiro que ele tem. Ainda sinto o pesar do seu corpo sobre o meu. A cada eu dia o quero, de uma nova forma, um novo jeito. Mas sempre. Sempre em mim e para mim.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Falta.

Saudades das tuas mãos tão quentes atravessando o meu vestido.
E de ter no meu ouvido o teu discurso indecente.

terça-feira, 16 de março de 2010

Homem do cheiro de Roupa Limpa.

Porque eu gosto deste teu cheiro de roupa limpa, mais que de qualquer perfume de homem!
Gosto da forma como segura minhas mãos e de como acaricia a minha nudez.
Prefiro o jeito como passa os dedos por entre meus cabelos e de como despe meus seios para tocá-los.
Gosto dos beijos demorados e da sua lingua perdida entre a minha. Gosto do teu calor em mim também.
O seu discurso indescente no meu ouvido, minhas mãos na sua barriga, minha boca no teu pescoço.
Gosto de perder o juízo com você, da forma como me olha e me devora, dos planos que faz. Também gosto dos "nomes" que ousa me chamar e dos adjetivos que me contempla.
E esperar noite à fio, pensar noite à dentro, viver um temporal intenso.

Te quero.
Só.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Descontente.

Porque ele não é você;
O cheiro dele não é o mesmo que o seu!


DROGA!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sei lá.

As vezes eu ainda procuro entender certas coisas na vida.

Tenho dessas de entrar em casa com o guarda-chuva aberto,
de nunca por os pés esquerdos no chão assim que acabo de acordar,
de jamais pendurar minhas roupas no varau pelo avesso.
Tenho essa estranha mania de tirar os sapatos para entrar no quarto,
de acender um incenso para deixar o ar mais perfumado,
de olhar para o relógio e vagarosamente acompanhar os ponteiros.
Muitas vezes me perco arrumando gavetas,
colando fotos num album antigo,
consertando asas quebradas,
selecionando listas de músicas.
Confesso que gosto de me perder,
de alguns banhos gelados durante o ano,
do sabor que tem as gotas de chuva,
do calor que habita em meu quarto.
Mas dai vejo o tempo discorrer entre meus dedos e uma verdade, que é minha e tão somente, gritar ensurdecidamente.
E sou apaixonada pela vida.
Talvez aja em mim um pouco do que havia em Camões. Ou em Vinicius. Ou ainda de Lispector. Ou nada disso.
Talvez exista eu e o pulsar... E só.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Senhor, senhorito

Eu só queria dizer que as melhores horas da minha vida é você!


Vida

De repente a gente olha para a vida e vê que o sentido está nas coisas que nos marcaram profundamente, abrindo valas em nossas almas para enterrar bem no fundo a magia das coisas simples, das intensas, das profanas, das insensatas, das sem juízos... Viver não requer manual e nem entendimento. Requer coragem e as vezes um pouco de covardia para ainda estarmos vivos.
Apaixonei-me. E está paixão é a mais forte que já senti pulsar nas minhas veias. Vem de fora para dentro e de dentro para fora. Sem cobrar, sem pesar, sem doer, sem sangrar o tempo todo. É puro fogo, mas também calmaria. Uma quimera doce, mas também uma pueril ciranda que roda, e roda, e roda.
Descobri a leveza da vida. O pousar suave de uma borboleta me toma longos momentos. O rosnar de um cão me encanta. O som dos grilos infelizes é música para meus ouvidos. As palavras são acréscimos desnecessários em muitos instantes. As fotos são recordações, como mel e fel. Os cheiros entontecem e não entristecem. E tudo vale a pena. Tudo tem seu valor inestimável. Até as derrotas.
Agora, queiram perdoar minhas repentinas ausências. Busco o equilibrio entre o real e a utopia. As vezes sonho demais que perco a noção do limite. Tenho amigos reais, sons reais, dias reais, horas reais. Tenho os pés no chão e a cabeça na lua.
Estou ocupada vivendo o meu grande amor: a vida!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Digitais - Isabella Taviani

Ao rei das minhas agonias noturnas e também diurnas.


Eu tava aqui tentando não pensar no seu sorriso

Mas me peguei sonhando com sua voz ao pé do ouvido
E te liguei
Me encontro tão ferida, mas te vejo ai também em carne viva
Será que não tem jeito?
Esse amor ainda nem nasceu direito, pra morrer assim


Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais
Se você tivesse tido calma pra esperar
Se você quisesse poderia reverter
Se você crescesse e então se desculpasse
Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo
É que eu não posso mais


Não vou voltar atrás
Raspe dos teus dedos minhas digitais
Eu não vou voltar atrás
Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço
Eu não vou, eu não vou voltar atrás
Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos


Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só
Me dói essa lembrança das suas mãos em minhas costas
Sob o sol da manhã
Você já me dizia: conheço bem as suas expressões
Você já me sorria ao final de todas as minhas canções
Então por que?


Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais
Se você tivesse tido calma pra esperar
Se você quisesse poderia reverter
Se você crescesse e então se desculpasse
Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo
É que eu não posso mais


Não vou voltar atrás
Raspe dos teus dedos minhas digitais
Eu não vou voltar atrás
Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço
Eu não vou, não vou voltar atrás
Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos
Cheio de defeitos...



Viver

Tem dias que tudo está em paz...

E agora, os dias são iguais!...


Iguais? Que NADA!




Vivo um porção de emoções por dia. Acordo, as vezes mal humorada, depois fico rindo à toa, logo quero sair correndo gritnado pela rua, em seguida ganho um lindo sorriso de quem nem espero, a noite surge tão bela quando a pureza de espiritos infantis, uma palavra de um amigo querido me afaga a alma e sigo... Sim, porque a vida é linda e frágil demais para ficarmos maltratando-a.




Viva! Sem medo, sem armadura. Caia na tormento deliciosa que é sorrir a cada lagrima que quer cair!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Caramujo

Porque eu amo em você este silêncio que te esconde de mim...
Que deixam suspensam interrogações que tampouco me importam encontrar respostas.
Que faz bailar indecisas e funestras alegrias e perdões para com minh' alma.

Eu te quero ainda que não te possa ter,
Eu te espero ainda que não venha,
Eu te amo ainda que seja por um dia ou por uma noite inteira...